História do Convento do Carmo

Duas irmãs de sangue, que residiam no Convento de Nossa Senhora da Natividade (também designada por Convento do Carmo, quando estavam a ficar velhinhas, juraram uma à outra que a primeira que morresse, tinha de dizer à outra como era o céu. O tempo foi passando e, um dia, uma delas passou, todos os dias, a ir para o coro de baixo visitar a sepultura da sua irmã. A certa altura, proferiu:

– Irmã, diz-me como é o céu

Uma noite, a outra apareceu, muito branquinha, numa nuvem muito celestial. Desta feita, a Irmã que estava, ainda, viva perguntou:

– Como é o céu?

A Irmã, que estava no Céu, retorquiu:

– Nós lá em cima afiamos linho muito branquinho

A outra teimava:

– Não é isso que eu quero saber, quero saber como é o Céu

Depois de tanta vez perguntar, diz a outra:

– Ouve bem o que eu te digo. Tudo quanto comi e bebi lá nada vi, todo o bem que eu fiz, tudo o que de vontade eu dei, foi o que lá encontrei

Dizendo isto, desapareceu. Ainda hoje, muita gente acredita que o Céu é isso.

Autor: José Craveiro
Adaptado de Sílvia Carvalho, por João Soares

Botão Voltar ao Topo